sexta-feira, 1 de junho de 2012

VIENA - ÁUSTRIA

AMBIENTE. A hora mais sedutora de Viena é a do fim do dia, principalmente na Karntnerstrasse, e também na Kohlmarkt, ou na Graben, ruas pietonais do 1º bairro de Viena. Milhares de pessoas passeiam de forma calma ou repousam sentadas nos inúmeros dispersos pelas ruas. No início da Kãtnerstrasse, pouco depois de passar o edifício da Ópera, dois hippies tirados a papel químico dos tempos áureos do movimento, na década de sessenta, tocam canções de Neil Young. Um pouco mais longe, um jovem barítono, de voz possante, entoa árias acompanhado pelo som de um pequeno gravador. Mais perto da catedral de Santo Estêvão, um trio de cordas, constituído por dois violinos e um violoncelo, interpreta Mozarte de forma divinal. O facto era demonstrado pela multidão que se aglomerava para o ouvir e realçado pelos fortes aplausos ouvidos após os últimos acordes. Perto das 20 horas termina a missa das sete na catedral de Viena, cidade essencialmente católica. Na praça, uma pequena multidão de austríacos vestidos a rigor punha as novidades em dia em amena cavaqueira de «pré-ida» para casa. No final do dia em Viena, os austríacos distiguem-se fácilmente da massa de turistas de calções e T-shirts, pela forma «domingueira» de trajar. Mais perto do canal do Danúbio, na Schwedenplatz, dezenas de pessoas aglomeram-se à porta de uma casa de gelados italianos, enquanto outros tantos os saboreiam àespera do eléctrico ou autocarro, ou a escutar uma banda de jazz de sexagenários que toca sons de New Orleans à porta do metro. Eram 22 horas, a temperatura já baixara dos 30 graus e a noite aparecera. Viena sabia bem.
Catedral de Santo Estêvão - Viena

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